Vinha: novo tratamento garante taxa de 100% de sucesso no combate à flavescência dourada

Um tratamento único em Portugal no combate à doença da flavescência dourada da videira, iniciado em 2013 pela Estação Vitivinícola Amândio Galhano, em Arcos de Valdevez, atingiu uma «taxa de sucesso de 100%», diz o diretor daquele centro.

De acordo com o diretor João Garrido, a Estação Vitivinícola Amândio Galhano (EVAG), um centro de experimentação e investigação vitivinícola criado pela Comissão de Viticultura da Região dos Vinhos Verdes (CVRVV), «aquele tratamento, até ao momento único no país, intervém através da água quente nos materiais de propagação da videira, estacas, garfos, porta-enxertos ou enxertos prontos, de modo a garantir que os mesmos não contribuem para a disseminação da doença».

A flavescência dourada da videira é uma doença muito grave que provoca a morte da vinha. O projeto pioneiro começou em 2013 com a instalação do equipamento naquela estação e resultou «da avaliação feita ao risco das vinhas poderem multiplicar a doença por poderem estar contaminadas, sem aparentar os sintomas». «O tratamento pela água quente é o processo que nos garante a eliminação desse risco», sustentou o responsável pela EVAG.

A EVAG é um centro de experimentação e investigação vitivinícola criado pela CVRVV em 1984. Localizada em Arcos de Valdevez, ocupa uma propriedade conhecida pela Quinta de Campos de Lima, na margem direita do rio Lima, com uma área de 66 hectares. Foi criada com o objetivo de desenvolver a vitivinicultura desta região e através dos seus trabalhos pretende dar resposta aos problemas dos viticultores. Segundo João Garrido, o «sucesso» do tratamento efetuado «pela única máquina no país tem levado à EVAG produtores do Douro e da Bairrada, e viveiristas de Coimbra e Leiria».

«Por outro lado, todas as varas de garfos produzidas na Região são submetidas ao tratamento pela água quente de acordo com o controlo que é efetuado pela Direção Geral de Alimentação e Veterinária (DGAV)», sustentou. O responsável adiantou que «o acompanhamento da evolução da doença e do agente vetor na região é feito pelos serviços do Ministério da Agricultura».

«De acordo com o plano nacional de controlo e erradicação da praga, têm sido recomendados tratamentos ao longo do ciclo vegetativo da videira. Um, dois ou três tratamentos obrigatórios consoante o grau de risco e da presença da doença», sustentou. João Garrido afirmou que existir «uma diminuição da presença do agente vetor da doença, sendo que neste momento a presença do inseto parece estar ainda confinada à região Norte».

O responsável recomendou «um controlo apertado ao agente vetor, cumprindo com a realização dos tratamentos fitossanitários, para além de prospetar e identificar nas vinhas quais as videiras com sintomas que devem ser imediatamente arrancadas e queimadas». «Obviamente a CVRVV recomenda que se submeta ao tratamento pela água quente todos os materiais usados na multiplicação da videira», reforçou.

 

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