Scan Eat: estudante desenvolve detetor de pesticidas portátil

Um estudante francês de 25 anos ganhou um prémio de €150.000 do Ministério de Agricultura da França para desenvolver um detetor portátil de pesticidas em frutas e legumes frescos, o Scan Eat.

Segundo o portal global da Indústria da Batata, Potato Business, em média, na agricultura convencional, uma batata é tratada com pesticidas 18,9 vezes e uma maçã 35,1 vezes (fungicidas, inseticidas, herbicidas, etc.) antes de chegar às prateleiras.

Em 2014, o espectrómetro de infravermelhos em miniatura foi usado por uma empresa start up israelita, a Consumer Physics, para desenvolver o “Scio”, um equipamento portátil para rastrear plantas, alimentos e medicamentos, com o objetivo de saber a sua composição molecular.

O estudante, Simon Bernard, ouviu no ano passado deste espectrómetro de infravermelhos, tão pequeno como uma Pen USB, apercebendo-se que este equipamento poderia ser usado para detetar pesticidas em produtos frescos.

Para utilizar o “Scan Eat”, os utilizadores vão precisar de fazer o download de uma app para o telemóvel, e depois efetuar um “scan” na fruta ou legume com um dispositivo do mesmo tamanho de uma pen USB. A informação molecular aparece em algoritmos, que serão então convertidos em níveis de pesticidas que os utilizadores possam compreender. O estudante irá desenvolver estes algoritmos durante um contrato de 9 meses numa das incubadoras do Ministério de Agricultura francês.

Se o desenvolvimento da tecnologia for bem sucedido, o estudante poderá beneficiar de um segundo incentivo, atingindo os 500.000 euros.

#AgriculturaBiológica #Empreendedorismo #Inovação

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