Hipermercados com perda significativa da quota de mercado na próxima década
Os compradores da União Europeia irão evitar cada vez mais as grandes superfícies, em detrimento dos formatos mais pequenos e compras online, segundo um estudo de uma consultora internacional sobre os padrões e evolução do mercado de consumo.
A Bain & Company, consultora responsável pelo estudo, antecipa uma redução significativa da quota de mercado dos hipermercados e grandes supermercados na Europa nos próximos anos. A quota poderá cair para abaixo dos 50% na Europa Ocidental e do Sul na próxima década. “Esta tendência poderá ter sérias implicações não só para as cadeias de retalho alimentar, mas também para as empresas de bens de consumo, alterando os fatores necessários para manter uma vantagem competitiva”, diz a consultora.
Na base deste estudo estiveram entrevistas a 30 gestores das principais empresas de bens de consumo que vendem às principais cadeias europeias. O inquérito reflete uma queda contínua nas vendas do canal hipermercado, com os consumidores a privilegiarem os formatos mais pequenos localizados nos centros urbanos. Esta descida também se deve ao facto dos supermercados se estarem a tornar pequenos hipermercados e ao ambiente regulatório, que favoreceu a abertura de supermercados de maior dimensão em vez de hipermercados.
Os supermercados, por seu turno, representam 55% do setor do grande consumo e estabilizaram o seu crescimento entre os 3% e os 5% ao ano. Na base deste desempenho estão os formatos de média dimensão, com cerca de 1.500 metros quadrados. O estudo destaca o forte crescimento das cadeias regionais, capazes de personalizar a oferta às necessidades locais.
A Bain & Company assinala ainda que os únicos formatos a crescer são os supermercados de média e grande dimensão. Em contrapartida, nos últimos três anos, o crescimento do canal de conveniência esbateu. O estudo destaca, ainda, que nos últimos anos, as cadeias de retalho alimentar na Europa foram pressionadas por três grandes tendências, nomeadamente, a queda das vendas das grandes superfícies, a crescente importância dos formatos “value” e “low cost” e o crescimento do comércio eletrónico.
Fonte: Grande Consumo.