Drones: os novos “Espanta-Pássaros” dos Terrenos Agrícolas

Em Espanha, um grupo de investigadores está a desenvolver um drone que simula o comportamento das aves de rapina, para assustar bandos de pássaros.

Em Espanha, um grupo de investigadores do Instituto de Microeletrónica de Sevilha, do Conselho Superior de Investigações Científicas e da Universidade de Sevilha, desenvolveu vários dispositivos de captação de imagens com inteligência incorporada que foram licenciados pela empresa Fobos Solutions.

Esta empresa de engenharia fabrica e comercializa um veículo aéreo não tripulado desenvolvido em parceria com aquelas instituições científicas que simula o comportamento de aves de rapina e tem como objetivo a proteção de terrenos cultivados e zonas de aquicultura.

Testes de Campo Bem Sucedidos

Agricultores com plantações de morango em Huelva, alperce em Sevilha ou quinoa em Málaga já experimentaram este drone com forma de ave de rapina, que é capaz de imitar o comportamento destes predadores para assustar os bandos de pássaros, que todos os anos representam perdas significativas nos cultivos e os resultados têm sido satisfatórios.

A empresa procura agora melhorar os serviços que oferece, incorporando no drone sistemas capazes de processar imagens e tomar decisões a partir do próprio objeto e em tempo real, sem necessidade de as transmitir a um servidor nem de as armazenar numa memória.

Aves de Rapina com Inteligência Artificial

Os drones simulam o comportamento de aves de rapina para assustar bandos de pássaros, que todos os anos representam milhares de perdas em terrenos cultivados e zonas piscícolas.

Segundo os investigadores envolvidos no projeto, estes sistemas são muito leves e também potentes, dispondo de um hardware muito específico embutido na própria capa sensora do chip instalado no drone, com o qual se consegue acelerar o processamento necessário para a tomada de decisões no seu início, quando a carga computacional é maior.

Estará encontrada assim a solução de uma das principais restrições na hora de melhorar ou incorporar sistemas de visão artificial nestes veículos, e é recomendável que as implementações instaladas nos drones tenham pouco peso, já que o peso afeta diretamente o design e autonomia dos aparatos.

Os investigadores do projeto procuram também acelerar o pós-processamento de imagens com milhões de pixéis: “A maior carga computacional na hora de tratar as imagens ocorre no início, quando tens que descartar essa quantidade enorme de pixéis e ficar com a informação que interessa para realizar um determinado processamento”, acrescentou Jorge Fernandez, outros dos investigadores envolvidos.

Na sua opinião, “graças a estas inovações será também possível dispor de informação já processada quando o drone aterre, poupando tempo e esforço em processos de pós-produção de imagens, atenuando a carga computacional que implicam as tarefas de inteligência artificial”.

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