Comercialização de Plantas Aromáticas e Medicinais

Nos últimos anos, assistiu-se ao aparecimento de novas explorações dedicadas à produção de plantas aromáticas e medicinais em Portugal. Embora ocupe um espaço ainda diminuto comparado com outros setores agrícolas, as plantas aromáticas e medicinais têm apresentado uma dinâmica de crescimento relevante. A comercialização de plantas aromáticas e medicinais em Portugal tem como principal destino a exportação, à semelhança de muitos outros produtos agrícolas portugueses.

As plantas aromáticas e medicinais têm vários mercados possíveis como destino, para além do agroalimentar: o setor farmacêutico, o cosmético, alimentação animal ou dos produtos de limpeza e higiene apresentam-se como oportunidades apetecíveis para os agricultores desta fileira. Para maximizar a rentabilidade de uma exploração agrícola de plantas aromáticas e medicinais, esta deverá reunir uma área de pelo menos 5 hectares, atingindo, idealmente, os 8 hectares, todas as espécies confundidas. Pode consultar mais informação sobre a produção de plantas aromáticas e medicinais aqui.

Circuitos de Comercialização Longos e Curtos

Tendo em consideração a grande expansão das produções de plantas medicinais, existem oportunidades reais tanto nos circuitos longos de comercialização como nos circuitos curtos (vendas diretas nos mercados ou feiras, por correspondência, via internet, na exploração…).

Na maioria dos casos, encontramos as plantas secas nas cooperativas de produtores que detêm o equipamento para a secagem, ou nas empresas de negócio, que adaptam assim a qualidade do produto à procura do cliente.

Vários Mercados Possíveis

O setor agroalimentar utiliza as plantas aromáticas secas, frescas ou congeladas. Estas podem ser vendidas no seu próprio estado isoladamente para os consumidores finais, ou integrados nos pratos cozinhados. O setor agroalimentar utiliza também óleos essenciais e extratos aromatizantes.

Por regra, os produtores vendem as plantas aromáticas em fresco para a indústria agroalimentar. Algumas empresas são especializadas na produção de plantas aromáticas congeladas.

O setor farmacêutico e de suplementos alimentares utiliza plantas em todos os diferentes estados, mas também transformados em extratos. A pressão sobre os preços é menos importante do que para o setor alimentar, em muito devido ao contexto regulamentar do medicamento.  A indústria farmacêutica procura as vezes plantas medicinais frescas, em pequenas quantidades, para o fabrico de medicamentos homeopáticos.

O setor cosmético utiliza óleos essenciais, sendo a qualidade organolética o critério que vai determinar a compra e diferenciar o produto vendido pelo agricultor. Este setor comercializa igualmente extratos de plantas pelas suas propriedades fisiológicas (antioxidantes, estruturantes…). As tendências de mercado crescentes têm sido reforçadas por uma forte procura dos consumidores por produtos naturais.

O setor dos detergentes e dos fabricantes de produtos de higiene, procuram óleos essenciais para perfumar os detergentes e produtos de limpeza. O preço é um critério determinante na escolha do comprador.

O setor da alimentação animal integra as plantas e os óleos essenciais nas rações de forma a aumentar a apetência pelos produtos para os animais. A utilização das plantas na alimentação animal está em pleno desenvolvimento, no entanto, está reservado a produtos de preço baixo.

Idealmente, a formalização de parcerias comerciais entre produtores e empresas, definindo para várias campanhas as quantidades a produzir e os preços de compra, é uma situação de benefício mútuo, permitindo ao produtor reduzir o risco de não conseguir comercializar e “escudar-se” da volatilidade dos preços no setor agrícola.

E porque não sair das fileiras convencionais e pensar em projetos diferenciados, tais como a criação de parques botânicos com vocação turística, ou projetos agroturísticos com uma variável lúdica acerca das plantas medicinais autóctones das nossas regiões? Irá ser instalado em breve um projeto pioneiro para a região do Minho, com abertura prevista para 2019, fica desde já o convite para virem conhecer este projeto!

Por: Judith de Oliveira, Business Development na Naturimprove; tel: + 351 91 961 0770 | email: judithdeoliveira@gmail.com

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