70% do algodão mundial é transgénico

O algodão modificado geneticamente (OGM) é o terceiro cultivo transgénico com maior presença no mundo. Atualmente, ocupa cerca de 70% da superfície mundial de algodão, sendo as cultivares (variedades) resistentes a insetos as mais utilizadas. Os países que mais cultivam estas variedades transgénicas são a China, Índia, Paquistão, África do Sul e Burkina Faso, entre outros. Nestes países, o algodão biotecnológico é cultivado por mais de 15 milhões de pequenos agricultores, que tiram partido dos seus benefícios económicos.

Apesar da grande aposta mundial, ainda existem vários importantes países produtores de algodão que não utilizam estas sementes. Nenhum dos produtores de algodão da Ásia Central (como o Uzbequistão, Turquemenistão, Tajiquistão, Cazaquistão ou Quirguistão) adotaram estas cultivares OGM.

Um estudo recente da Universidade de Goettingenhan (Alemanha) e da Universidade KU Leuven (Bélgica) procurou saber as razões deste fenómeno, analisando os níveis de adoção, questões regulamentares e vários elementos relativos ao comércio.

O estudo não encontrou nenhuma razão económica ou política que justificasse a ausência da aposta por parte dos países da Ásia Central. O que os dados demonstraram foi que a Ásia Central não recorre a estas cultivares transgénicas porque naquela zona geográfica o cultivo não sofre ataques de pragas, pelo que as cultivares transgénicas não representam um valor acrescentado. Se deixarmos de lado a Ásia Central, seria possível afirmar que a adoção de algodão transgénico seria de 100%.

O estudo foi publicado na edição de abril da Trends in Biotechnology. Fonte: Agrodigital.

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